Entrei nesse relacionamento prometendo a mim mesma que ele seria meu eterno amor. Abdiquei sonhos, desejos, mudei a forma de falar, de pensar...Não foi ruim. K me ensinou muita coisa: Me ensinou a experimentar comidas diferentes, a me aventurar para lugares nunca idos, a ser mais tolerante com os outros (especialmente nossos familiares), a saber reconhecer meus erros, valorizar os amigos e muitas outras coisas ao longo dos 6 últimos anos, porém desde 2019 venho aprendendo a lidar com a sombra do Burnout e com o decaimento da minha/nossa relação.
Levei o ano de 2015 inteiro para aceitar um namoro com o K, ao longo de 9-10 meses saí com ele, com os amigos dele, conheci sua casa, sua rotina, sua vida... Ele me ajudou a me distanciar do G, que estava em uma vibe de amigo chato e eu não o queria mais no meu pé rs. Ele foi o melhor amigo que eu poderia ter naquele momento de incertezas que vivia.
No momento que considerei um namoro com ele, o comparei muito com o L, ah! o L... Homem e amigo na qual terei uma gratidão eterna, pois sou o que sou hoje por conta da minha relação com ele. Sem contar que o conheço há quase 15 anos, mas o assunto aqui não é L e sim K, o casamento, os anos que o antecederam o que senti antes de decidir... Muitas vezes sentia que L havia me preparado para K, me ensinado como deve ser um relacionamento, e eu não aceitaria menos do que tive na minha relação com L em uma próxima relação.
Então analisei, pensei, observei...Resolvi escutar dois amigos: BT e LS e ambos disseram pra eu me jogar na relação. E eu me joguei
Me joguei a ponto de desistir de prestar a prova da aeronáutica, de desistir de uma pós no Canadá, de desistir até da JMJ da Polônia...Mas a culpa não foi do K, ele nunca me forçou a nada, sempre foi claro nas suas visões, escolhas e opiniões, mas eu abdiquei, pois se era para entrar nesse relacionamento mesmo, eu faria diferente: Eu iria me dedicar a ele de corpo e alma e eu me dediquei mesmo, dediquei até 2019, momento que precisei olhar mais para mim, pois ao olhar tanto pra ele, fui esquecendo de mim, esquecendo de me reconhecer e trabalhando em um setor novo, estava mais perdida que cega em tiroteio.... Olhei tanto para os que estavam ao meu redor que só voltei para mim quando dei por mim que não tomava banho há quase 3 dias. E sabe o que era mais maluco? Era que eu estava na melhor fase da minha vida: Carro, casa nova, ascensão de carreira, tinha adotado o Oliver! Mas não podia comemorar, minha relação não estava tão boa assim, foi o inicio oficial do decaimento. A família do K passava por uma grande dificuldade, K não conseguiu lidar bem com isso e eu literalmente escondi tudo o que sentia para poder acolhe-lo...Fui à terapia, identificada com Burnout, síndrome desencadeada pelo stress do trabalho e que afeta nosso humor com picos que variam entre ansiedade e depressão... Naquela época era depressão. Comecei a me fechar pro K, até hoje não sei se ele percebeu que lá começou meu afastamento ou só percebeu porque eu disse a ele quase um ano depois. Me sentia sozinha, me sentia largada e pela segunda vez na relação, pensei em terminar ( A primeira foi em 2018 mas é caso para outra anotação).
Terminar com o menino passando por tudo isso? É muito egoísmo Leidiane!! Era so o que passava na minha mente, eu não podia terminar, ele já estava passando por um momento difícil, eu não podia largar ele nesse momento delicado, e comecei a colocar na cabeça que era uma fase e que iria passar e voltaríamos a ser o casal que éramos entre 2015-2017. Mas a vida não é um conto de fadas não é mesmo? Principalmente na vida conjugal.
O fato é que eu, como muitas vezes na vida, desde os meus quinze anos, eu reprimi o que sentia e me dediquei a ele. Eu tinha um trabalho novo para me dedicar e tinha aturma da catequese tbm e então foi relativamente fácil suprimir o que eu estava sentindo e eu fui levando a relação sem me importar muito que K não olhava pra mim, reprimindo a sensação de abandono.
Só que reprimir não significa que eu não vá sentir em algum momento. Terminei 2019 sem entender ao certo o que passei, sofri muito, mas não entendia e joguei a carga toda no trabalho que ainda era novo pois fui transferida de cidade em agosto/2019 e teria todo um retrabalho para conhecer os medicos e fazer roteiro... Chegou o ano de 2020 e eu decidi que era melhor marcar logo o casamento, tinha ctz de que se marcasse eu iria parar de pensar em problemas da relação e sim, novamente acreditei que tudo poderia mudar.
Mas como mudar uma relação que não tinha mais sexo, sexo de verdade mesmo, há mais de um ano? Como mudar uma relação, na qual eu dei tudo de mim e sentia que eu não era ouvida, sentia que eu não conseguia me expressar pois eu falava mas não era compreendida? Como um casamento poderia salvar uma relação na qual cada um seguia a sua própria trilha numa ilusão de estarem seguindo juntos? Pois é....muitos problemas foram empurrados com a barriga e empurrados apenas por mim, pois minha dificuldade de expressão ou a dificuldade dele em me entender/tentar me entender não permitia ao K me ler, nem ouvir os "gritos" que eu dava. E ainda assim, achei que casar seria uma opção viável, na verdade a única que eu tinha. Eu não aceitava ter sofrido tanto até então para que o relacionamento acabasse. Eu iria conversar com K, expor tudo e nos resolveríamos e casaríamos. Seríamos muito felizes. Ledo engano, caro leitor.
É tanta coisa que quero explicar, falar e organizar, que acredito que seja ideal encerrar essa publicação por aqui e inserir meus pontos detalhadamente em publicações posteriores.
Nos vemos em breve, para falar como foi a primeira vez que eu pensei em terminar e como o casamento aconteceu
Me joguei a ponto de desistir de prestar a prova da aeronáutica, de desistir de uma pós no Canadá, de desistir até da JMJ da Polônia...Mas a culpa não foi do K, ele nunca me forçou a nada, sempre foi claro nas suas visões, escolhas e opiniões, mas eu abdiquei, pois se era para entrar nesse relacionamento mesmo, eu faria diferente: Eu iria me dedicar a ele de corpo e alma e eu me dediquei mesmo, dediquei até 2019, momento que precisei olhar mais para mim, pois ao olhar tanto pra ele, fui esquecendo de mim, esquecendo de me reconhecer e trabalhando em um setor novo, estava mais perdida que cega em tiroteio.... Olhei tanto para os que estavam ao meu redor que só voltei para mim quando dei por mim que não tomava banho há quase 3 dias. E sabe o que era mais maluco? Era que eu estava na melhor fase da minha vida: Carro, casa nova, ascensão de carreira, tinha adotado o Oliver! Mas não podia comemorar, minha relação não estava tão boa assim, foi o inicio oficial do decaimento. A família do K passava por uma grande dificuldade, K não conseguiu lidar bem com isso e eu literalmente escondi tudo o que sentia para poder acolhe-lo...Fui à terapia, identificada com Burnout, síndrome desencadeada pelo stress do trabalho e que afeta nosso humor com picos que variam entre ansiedade e depressão... Naquela época era depressão. Comecei a me fechar pro K, até hoje não sei se ele percebeu que lá começou meu afastamento ou só percebeu porque eu disse a ele quase um ano depois. Me sentia sozinha, me sentia largada e pela segunda vez na relação, pensei em terminar ( A primeira foi em 2018 mas é caso para outra anotação).
Terminar com o menino passando por tudo isso? É muito egoísmo Leidiane!! Era so o que passava na minha mente, eu não podia terminar, ele já estava passando por um momento difícil, eu não podia largar ele nesse momento delicado, e comecei a colocar na cabeça que era uma fase e que iria passar e voltaríamos a ser o casal que éramos entre 2015-2017. Mas a vida não é um conto de fadas não é mesmo? Principalmente na vida conjugal.
O fato é que eu, como muitas vezes na vida, desde os meus quinze anos, eu reprimi o que sentia e me dediquei a ele. Eu tinha um trabalho novo para me dedicar e tinha aturma da catequese tbm e então foi relativamente fácil suprimir o que eu estava sentindo e eu fui levando a relação sem me importar muito que K não olhava pra mim, reprimindo a sensação de abandono.
Só que reprimir não significa que eu não vá sentir em algum momento. Terminei 2019 sem entender ao certo o que passei, sofri muito, mas não entendia e joguei a carga toda no trabalho que ainda era novo pois fui transferida de cidade em agosto/2019 e teria todo um retrabalho para conhecer os medicos e fazer roteiro... Chegou o ano de 2020 e eu decidi que era melhor marcar logo o casamento, tinha ctz de que se marcasse eu iria parar de pensar em problemas da relação e sim, novamente acreditei que tudo poderia mudar.
Mas como mudar uma relação que não tinha mais sexo, sexo de verdade mesmo, há mais de um ano? Como mudar uma relação, na qual eu dei tudo de mim e sentia que eu não era ouvida, sentia que eu não conseguia me expressar pois eu falava mas não era compreendida? Como um casamento poderia salvar uma relação na qual cada um seguia a sua própria trilha numa ilusão de estarem seguindo juntos? Pois é....muitos problemas foram empurrados com a barriga e empurrados apenas por mim, pois minha dificuldade de expressão ou a dificuldade dele em me entender/tentar me entender não permitia ao K me ler, nem ouvir os "gritos" que eu dava. E ainda assim, achei que casar seria uma opção viável, na verdade a única que eu tinha. Eu não aceitava ter sofrido tanto até então para que o relacionamento acabasse. Eu iria conversar com K, expor tudo e nos resolveríamos e casaríamos. Seríamos muito felizes. Ledo engano, caro leitor.
É tanta coisa que quero explicar, falar e organizar, que acredito que seja ideal encerrar essa publicação por aqui e inserir meus pontos detalhadamente em publicações posteriores.
Nos vemos em breve, para falar como foi a primeira vez que eu pensei em terminar e como o casamento aconteceu






